O presidente do Irão, Hassan Rohani, disse esta quarta-feira que Israel “só entende a linguagem da força”, depois de 60 palestinianos terem sido mortos pelo exército israelita durante protestos junto à fronteira com a Faixa de Gaza.

O regime sionista não é um regime comprometido com a moralidade e as normas internacionais, só entende a linguagem da força”, disse Rohani numa reunião do executivo, segundo um comunicado da Presidência.

Tais ações, considerou, “farão com que os palestinianos estejam mais determinados a resistir e demonstram aos muçulmanos de todo o mundo que não há outro caminho que não seja o da unidade e do apoio ao povo da Palestina para libertar os seus territórios”.

O povo palestiniano resistiu durante 70 anos e vai continuar a fazê-lo até que os seus direitos legítimos estejam garantidos. As ações do regime sionista foram sempre as agressões, a tirania e o assassínio de inocentes”, afirmou.

Para Rohani, “a autodefesa legítima” aplica-se à população a quem pertence o território, pelo que aplicar a expressão a Israel é “um absurdo”.

O presidente iraniano lamentou, por outro lado, que “alguns países árabes da região se mantenham em silêncio em relação aos recentes crimes sionistas”.

Cerca de 400 pessoas manifestaram-se esta quarta-feira frente à antiga embaixada dos Estados Unidos em Teerão em protesto pela transferência da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém e pela repressão israelita dos protestos palestinianos.

Sessenta palestinianos morreram e 2.711 ficaram feridos nos confrontos com o exército israelita de segunda-feira, o dia mais sangrento desde a guerra do verão de 2014 em Gaza.