Os mediadores israelitas chegaram, esta segunda-feira, ao Cairo, no Egito, para as negociações sobre o fim do conflito na Faixa de Gaza, depois de ter sido anunciado, este domingo, um cessar-fogo de 72 horas, proposto pelo Egito.

Segundo os militares de Israel, um rocket foi lançado na área de Telavive, este domingo, pouco antes do início das tréguas que começaram às 00:01 locais (22:01 em Portugal continental). O Hamas confirmou o disparo do míssil.

Um representante do governo de Israel assegurou, este domingo, que as negociações com os palestinianos só iriam decorrer se as tréguas fossem respeitadas.

Já o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, afirmou que estas negociações seriam «a última oportunidade» para as duas forças chegarem a um acordo.

Desde o início do conflito, há cerca de um mês, já morreram 1910 palestinianos e 67 israelitas.

De acordo com os responsáveis dos hospitais em Gaza, as vítimas mortais palestinianas são maioritariamente civis. Israel perdeu 64 soldados e três civis.

O Hamas quer que Israel e o Egito deixem de bloquear os acessos a Gaza e pede a abertura de um porto na região, medidas que, segundo os israelitas, apenas serão consideradas depois de alcançado um acordo de paz permanente.

O ministro de assuntos estratégicos de Israel, Yuval Steinitz, declarou a uma rádio israelita que é necessário um desarmamento das milícias do Hamas para que possa ser estabelecida a paz a longo prazo.

«Espero que haja uma solução diplomática. Se não houver, estou convencido que mais cedo ou mais tarde teremos de optar por uma solução militar para desmilitarizar Gaza», afirmou.

Com as novas tréguas, em Gaza, as lojas começam a abrir e o trânsito a fluir de forma normal enquanto as famílias regressam para as casas que foram obrigadas a abandonar. Contudo, os habitantes querem mais do que um cessar-fogo temporário, esperando que seja encontrada uma solução para a paz na região.

No domingo, os ataques aéreos de Israel levaram à morte de nove palestinianos. As forças israelitas afirmaram que foram detetados 11 grupos de rebeldes armados, preparados para lançar rockets.

Desde o fim do último cessar-fogo, que acabou na sexta-feira, o Hamas tem atacado essencialmente as cidades e as comunidades de Israel mais próximas da fronteira com Gaza, no que parece ser uma estratégia para impedir uma nova invasão terrestre.

Nos últimos três dias, os ataques têm sido, no entanto, menos intensos, o que tem alimentado a esperança na resolução do conflito.

Durante as últimas tentativas de negociações que decorreram no início do mês, o Egito reuniu separadamente com cada força, uma vez que o Hamas rejeita a existência do estado de Israel e, por sua vez, Israel vê o grupo como uma organização terrorista.