Foi o próprio primeiro-ministro israelita a emendar a mão do seu ministro da Defesa. Benjamin Netanyahu disse que era “inaceitável” a segregação nos transportes públicos entre israelitas e palestinianos nos autocarros com destino à Cisjordânia. Esta nova lei queria que os palestinianos apanhassem os transportes nos check points e não escolhessem livremente o autocarro para regressar a casa. 

Grupos de israelitas que vivem nos colonatos têm feito pressão no sentido desse “apartheid”. Medidas que justificam com a segurança e que as organizações de Direitos Humanos consideram “vergonhosas” e racistas”, de acordo com a BBC.

Também o líder da oposição israelita, Yitzhak Herzog, descreveu a medida como uma “humilhação desnecessária da reputação do país”.

Nos colonatos vivem cerca de 500 mil judeus. Há milhares de palestinianos que diariamente passam para o lado israelita legalmente, autorizados a trabalhar “do outro lado”.