As autoridades da Malásia cancelaram a concessão de vistos de viagem para Israel e para a Palestina a peregrinos cristãos alegando razões de segurança na região, segundo fontes oficiais, citadas esta quarta-feira pela imprensa local.

A Malásia, país de maioria muçulmana que não mantém relações diplomáticas com Israel, autorizava peregrinos a visitarem Israel e outros lugares considerados sagrados pelos cristãos na Cisjordânia.

O vice-ministro do Interior, Junaidi Tuanku Jaafar, admitiu o congelamento das autorizações de viagem para a região após a denúncia por parte de uma igreja de Kuala Lumpur que tinha planos para participar numa conferência em Jerusalém.

O Governo atribuiu a decisão ao conflito israelo-palestiniano e à crescente ameaça que o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico representa, declarou o vice-ministro ao portal “Malaysia Insider”.

Em 2010, a Malásia começou a impor restrições e quotas aos cristãos que pretendiam ir a Israel, e apesar de dois anos mais tarde ter levantado os constrangimentos, os peregrinos continuam a precisar de autorização para realizar a viagem.

Quase 60% dos 28 milhões de malaios professa o islão, na sua maioria moderado, enquanto os restantes o budismo (19%), cristianismo (9%), hinduísmo (6 %), taoísmo (2,6 %) e religiões minoritárias.