O exército israelita anunciou hoje a expansão da sua incursão terrestre contra a Faixa de Gaza, numa altura em que o conflito mais sangrento desde 2009 entrou no 13.º dia e a contagem dos mortos supera as 350 pessoas.

«Esta noite, a fase terrestre da operação estende-se, com forças adicionais que se juntam ao esforço para combater o terrorismo na Faixa de Gaza e estabelecer uma realidade que garanta aos israelitas viverem em segurança», disse o exército em comunicado.

Após dez dias de raides aéreos intensos, o exército israelita iniciou na quinta-feira a segunda incursão terrestre em Gaza desde que, em 2007, o movimento palestiniano islamita Hamas assumiu o controlo político e militar do território.

Tiros de artilharia disparados pelo exército israelita causaram, durante a noite, a morte de pelo menos quatro pessoas, incluindo duas crianças e o filho de um dirigente do Hamas a leste da cidade de Gaza, disse fonte dos serviços de emergência médica.

O intenso bombardeamento sobre Shejaiya matou o filho de Khalil al-Hayya, um alto responsável do movimento islamita palestiniano, de acordo com a agência France Press.

Recorde-se que hoje, o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, e o chefe no exílio do movimento Hamas, Khaled Mechaal, vão encontrar-se este domingo em Doha para abordar uma possível trégua na Faixa de Gaza.

Israel e Hamas acordam cessar-fogo humanitário de duas horas

Israel e o Hamas acordaram um cessar-fogo imediato de duas horas em Shejaiya, um bairro em Gaza, interrompendo um bombardeamento naquela zona, informaram hoje fontes das duas partes.

«Vai haver uma janela humanitária entre as 01:30 e as 03:30 (11:30 e as 13:00, em Lisboa) em Shejaiya. Apelamos a população a sair neste espaço de tempo para zonas fora de Shejaiya», disse um porta-voz do exército.

No entanto, a mesma fonte garantiu que «qualquer tentativa de explorar esta trégua vai ter resposta». O cessar-fogo foi negociado pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha.

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