
Cerca de dois mil palestinianos e israelitas participaram na «Marcha pela Independência», que decorreu esta sexta-feira, em Jerusalém, e em que os participantes se manifestaram a favor do reconhecimento do Estado da Palestina.
Segundo o jornal israelita «Haaretz», apesar do carácter pacífico da iniciativa, a polícia teve de intervir para separar indivíduos de extrema-direita e de extrema-esquerda.
Na manifestação participaram várias figuras públicas, entre elas o antigo presidente do parlamento de Israel, Avraham Burg, e o antigo procurador geral do país, Michael Ben Yair.
O carácter simbólico da marcha foi reforçado pelo seu percurso, que passou pela chamada linha verde que servia de divisão entre Jerusalém Ocidental e Jerusalém Oriental, antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967.
«A independência palestiniana não é apenas o direito natural do povo palestiniano, é a única solução que pode prevenir outra onda de violência entre israelitas e palestinianos», disse o porta-voz do movimento Solidariedade, Avner Inbar, salientando que a marcha é a prova de que a união entre judeus e árabes é o «caminho para terminar com a ocupação».
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