Os acessos e a zona em redor do palácio presidencial, no centro de Bissau, foram evacuados, esta sexta-feira, por forças de segurança e militares, na sequência dos confrontos e protestos de quinta-feira.

Durante a noite a situação acalmou, mas a Praça dos Heróis Nacionais e ruas em redor voltaram a ser fechadas de manhã por forças de segurança e militares que impedem a circulação automóvel e pedonal.

Dezenas de pessoas agrupadas em frente à sede do PAIGC atiraram pedras contra a presidência e queimaram pneus depois de o chefe de Estado, José Mário Vaz, ter nomeado um novo primeiro-ministro, Baciro Djá, contra a vontade do partido.

O Presidente da República da Guiné-Bissau nomeou, na quinta-feira, Baciro Djá como primeiro-ministro.

Baciro Djá já tinha sido nomeado para o cargo a 20 de agosto de 2015, mas acabaria por apresentar a demissão dias depois, a 09 de setembro, quando o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Guiné-Bissau considerou inconstitucional a sua nomeação.

Na altura, os juízes do STJ afirmaram num acórdão que cabe ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das eleições de 2014, indicar o primeiro-ministro e não ao Presidente.

Executivo em protesto no Palácio do Governo

Membros do executivo demitido da Guiné-Bissau vão continuar concentrados no Palácio do Governo, na capital do país, onde passaram a noite, em protesto contra a nomeação de um novo primeiro-ministro.

Agnelo Regalla, ministro da Comunicação Social, disse à agência Lusa que a equipa pretende "permanecer nas instalações e aguardar" por uma reunião de dirigentes do PAIGC de todo o país, que deverá acontecer ainda esta sexta-feira em Bissau.

Domingos Simões Pereira, presidente do partido, deverá chegar hoje a Bissau depois de uma viagem ao Senegal.