O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, admitiu nesta quinta-feira ter errado ao confiar no ex-tesoureiro do Partido Popular, Luis Bárcenas, na sequência do escândalo da contabilidade paralela do PP, que coloca pagamentos ilegais nas mãos de várias figuras de proa daquele partido espanhol, entre eles, o próprio Rajoy.

Rajoy afirmou que lamenta ter confiado no ex-tesoureiro.

«Equivoquei-me ao manter a confiança em quem não a merecia», afirmou Rajoy, que esta quinta-feira foi dar explicações ao Congresso espanhol, cita o «El País».

O chefe do governo admitiu os pagamentos extras, mas afirmou que sempre os declarou.

Embora estaja debaixo de fogo há semanas, Mariano Rajoy atacou o líder da oposição. Acusou Rubalcaba de fazer um «uso fraudulento» da moção de censura ao governo que só serve para gerar instabilidade no país.

O líder do PSOE, Alfredo Pérez Rubalcaba pediu a demissão ao presidente do Governo por causa do caso Bárcenas, que alegadamente envolve o Partido Popular numa rede de financiamento ilegal e distribuição de verbas não tributadas aos dirigentes do partido, incluindo Rajoy, segundo declarações do ex-tesoureiro perante um juiz no dia 15 de julho.

A líder do União Progresso e Democracia (UPyD), Rasa Díez, acusou o chefe do executivo de estar a colocar em perigo o Estado ao permitir que o «caso Bárcenas» se transforme no «caso Rajoy».