A escritora britânica P.D. James faleceu esta quinta-feira aos 94 anos, na sua casa em Oxford, no sul de Inglaterra, região onde nasceu a 3 de agosto de 1920.

Phyllis Dorothy James veio inovar a ficção policial britânica, com misteriosas personagens, realistas e modernas, inseridas numa atmosfera bastante detalhada.

Grande parte dos seus livros centram-se em Adam Dalgliesh, o famoso inspetor da Scotland Yard criado pela autora, que vendeu milhares de exemplares por todo o mundo, em especial após serem adaptados para televisão.

P.D. James foi «uma inspiração e uma grande amiga para todos nós. É um privilégio ter publicado os seus extraordinários livros. Trabalhar com ela era sempre muito bom, cheio de alegria. Vamos sentir imenso a sua falta», escreveu a editora de James durante mais de meio século, «Faber & Faber».

Sempre com grande qualidade na escrita e estrutura, e uma enorme elegância intelectual nas personagens, James abordava nas suas obras temas da modernidade como as drogas, abuso infantil e contaminação nuclear.

Ao longo da sua carreira, foi premiada diversas vezes, e  vimos adaptadas para português obras como «Os Filhos dos Homens», «O gosto da morte», «Uma estranha profissão para mulher», «Paciente Particular», e ainda recentemente, pela Porto Editora, «Morte em Pemberly», onde cria uma continuação da obra «Orgulho e Preconceito» de Jane Austen.
 


Entre outras muitas  distinções literárias, recebeu duas vezes o «CRA Macallan Silver Dagger» de ficção, por «Um gosto por morte» e «A torre negra». Em 1991 a Rainha Isabel II atribuiu-lhe o título de Baronesa James de Holland Park.