Os gregos votaram e escolheram dizer "Não" às propostas pelos credores e à austeridade, este domingo. A projeção oficial aponta para uma vitória expressiva do "Oxi" (Não) com mais de 61%. O referendo pode ditar, não só o futuro da Grécia na Zona Euro, como também o futuro do projeto europeu tal como conhecemos. Por isso, as reações multiplicam-se.

O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano defende que é tempo de ser alcançado um acordo para a Grécia. Paolo Gentiloni utilizou o Twitter para comentar os resultados do referendo.
 
O ministro das Finanças da Bélgica foi um dos primeiros da Zona Euro a reagir. Johan Van Overtveldt admitiu que a vitória do "Não" vai complicar a situação da Grécia, mas salientou que a "porta para as negociações permanece aberta". Em declarações à VRT, Van Overtveldt acrescentou que os ministros do eurogrupo deverão voltar a debater as medidas que "poderão dar à Grécia uma perspetiva de futuro".

Também através do microblog Twitter, o líder do partido espanhol "Podemos", Pablo Iglesias, diz que "hoje na Grécia ganhou a democracia".
 

De França outra saudação ao povo grego, mas desta vez de um partido à direita e eurocético: Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, considera que o "Não" do povo grego é uma "grande lição de democracia". 
 
Le Pen afirmou ainda que os países europeus devem tirar partido deste acontecimento para fazer um balanço do fracasso da moeda única e da austeridade, segundo o "The Guardian".

"Os países europeus devem tirar partido deste acontecimento na mesa das negociações, fazer um balanço do fracasso do euro e da austeridade, e organizar a dissolução do sistema de moeda única, que é necessário para voltar ao crescimento real, ao emprego e à redução da dívida."