O ministro das Comunicações do Burkina Faso confirmou a morte de oito extremistas islâmicos e de sete soldados na sequência de um ataque coordenado na manhâ de sexta-feira à Embaixada francesa e a um quartel militar na capital do país.

De acordo com o ministro, Remy Danjuinou, cinco dos extremistas morreram junto à Embaixada e os restantes três perto do quartel militar.

O responsável do governo acrescentou que o número de mortos pode subir, atendendo ao elevado número de soldados com ferimentos graves.

Outras “fontes de segurança”, citadas pela agência francesa AFP, apontam já um número de mortos mais elevado, 28, e 85 feridos.

Durante a manhã, um grupo de homens armados atacou a zona diplomática e as instalações militares da capital do Burkina Faso, causando vários incêndios e envolvendo-se me confrontos com as forças de segurança.

Na zona diplomática onde ocorreu o ataque, encontram-se vários Ministérios (como Negócios Estrangeiros e Economia) e Embaixadas (França, Bélgica e Dinamarca).

Situação controlada

Após confirmar “um ataque” dirigido esta sexta-feira à Embaixada francesa e a instalações do exército na capital do país, o governo do país  garantiu que a situação está controlada.

A situação na Embaixada e no Instituto Francês em Ouagadougou, e alvo de um ataque na manhã de hoje, “está sob controlo”, anunciou também o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian.

A situação está sob controlo no que toca à diplomacia francesa”, disse a mesma fonte.

Nos últimos anos, a capital do Burkina Faso foi alvo frequente de vários atentados de autoria ‘jihadista’, apontados a lugares representativos do Estado (como escolas e esquadras) ou frequentados por ocidentais.

De acordo com os dados mais recentes do Governo burquinabês, mais de 70 pessoas morreram desde 2015 devido a ataques promovidos por grupos ‘jihadistas’.