Osama Bin Laden deixou 29 milhões de dólares à sua família para prosseguir com a “Jihad”, a “Guerra Santa”, segundo documentos secretos tornados públicos pelo Governo dos Estados Unidos, nesta terça-feira, e citados pela agência EFE.

Espero que os meus irmãos, irmãs e tias maternas cumpram a minha vontade e gastem todo o dinheiro que deixei no Sudão para a Jihad, por Alá”, escreveu Bin Laden no testamento encontrado na casa onde foi morto em maio de 2011, no Paquistão, pelas forças especiais norte-americanas.

Um texto escrito à mão pelo próprio, como a maior parte das cartas encontradas, dirigidas a familiares ou a membros da organização terrorista, num total de 113 documentos até então classificados como secretos.

O testamento de Bin Laden faz parte de um lote de documentos secretos divulgados em nome da transparência em questões relacionadas com a segurança nacional e a pedido do presidente Barack Obama, de acordo com um comunicado do Diretor Nacional dos Serviços Secretos (DNI).

Entre os documentos encontrados na casa na localidade paquistanesa de Abbottabad, onde Bin Laden foi morto, constava um plano para uma intervenção mediática a pensar no décimo aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

Estes 113 documentos juntam-se aos 103 divulgados em maio do ano passado, todos encontrados no Paquistão, onde se refugiou depois de passagens pela Arábia Saudita, Sudão e Afeganistão.