Christopher Hansen estava na discoteca de Orlando onde, na madrugada deste domingo, um homem matou meia centena de pessoas. Relata momentos de horror dentro da discoteca.

Havia sangue por todo o lado”, conta.

O testemunho de Christopher é contado pelas edições online de vários órgãos de informação norte-americanos.

Atirei-me ao chão e arrastei-me até à casa de banho para sair pela porta dos fundos. Encontrei um homem que tinha sido baleado nas costas. Tirei a fita da cabeça e fiz uma compressa para estancar o sangue, mas o sangue não parava. Coloquei os braços dele em volta dos meus ombros e ajudei-o a sair de lá”, relata.

Christopher conta que a discoteca era grande e estava dividida por três ambientes diferentes. Depois de ter saído do espaço, ainda ouviu mais disparos lá dentro. “Vi corpos por todo a parte. No estacionamento, os feridos eram marcados com cores diferentes, para os paramédicos saberem quem ajudar primeiro. Havia sangue por todo lado”, acrescentou.

“Ouvi 20, 40, 50 tiros”

Outro relato impressionante é o de Jon Alamo. Estava na parte de trás da discoteca quando o tiroteio começou: “A música parou. (…) Ouvi 20, 40, 50 tiros.”

Jon relata que se estava já no fim da noite. “Todos estavam a beber o último copo”, acrescentou.

A discoteca tentou a todo o custo minorar os efeitos da tragédia que estava a acontecer. Jon Alama conta que um segurança derrubou uma divisória que dava para uma zona de acesso exclusivo, para que mais gente se pudesse abrigar dos tiros. A direção do estabelecimento usou as redes sociais para alertar quem estava dentro e fora do espaço: "Saiam da Pulse e continuem correndo."

Pessoas na pista de dança e no bar deitaram-se no chão e alguns de nós que estávamos no bar e perto da saída conseguimos sair e correr", relata Ricardo Almodovar, um portoriquenho que diz ter ouvido tiros, sem interrupção, durante um minuto.

Na última madrugada, um homem entrou numa discoteca de Orlando, armado. Atirou indiscriminadamente e matou meia centena de pessoas. Pelo menos outras tantas estão feridas. Muitas com gravidade.

O suspeito do ataque foi identificado pela polícia como Omar Mateen, de 29 anos. Filho de pais afegãos, Mateen é cidadão americano. Seria segurança privado. Foi morto em confronto com a polícia.