Israel aprovou este domingo uma resolução histórica que rompe com o controlo exclusivo dos ultraortodoxos do Muro das Lamentações em Jerusalém e permite que homens e mulheres possam rezar em conjunto naquele local, considerado o mais sagrado do judaísmo.

Com 15 votos a favor e cinco contra, o Governo israelita aprovou um plano que prevê a criação de uma nova praça em frente ao muro milenar, na qual os membros das correntes conservadora e reformista do judaísmo vão poder rezar de forma igualitária e sem separação por sexos.

Até à data, o acesso ao Muro das Lamentações, incluindo os serviços e as atividades religiosas realizados naquela zona, estavam controlados pela corrente ultraortodoxa. Segundo as regras estabelecidas, as orações dos dois sexos decorriam de forma separada.