A Justiça brasileira informou hoje que recuperou 47,7 milhões de euros (54 milhões de dólares) que haviam sido desviados nos esquemas de corrupção da Petrobras.

Segundo dados publicados no site da Procuradoria Geral da República (PGR), este dinheiro foi obtido ilegalmente por Julio Faerman, a partir de crimes em contratos de empresas do grupo da SBM Offshore com a petrolífera estatal.

Faerman era o principal agente de vendas da SBM, uma companhia holandesa, e fechou um acordo de colaboração premiada (denúncia) com o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, no qual se comprometeu a devolver o dinheiro.

Em dezembro de 2015, o Ministério Público brasileiro denunciou 12 pessoas envolvidas em crimes nos contratos entre a Petrobras e a SBM Offshore, entre elas Faerman, que é um processado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa.

Os contratos envolviam na maioria das vezes os navios-plataforma, conhecidos como FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência).

O esquema de corrupção na petrolífera estatal brasileira é investigado pela Operação Lava Jato, que tem uma equipa formada por procuradores, promotores, policiais e juízes, que já prendeu e condenou dezenas de empresários e ex-funcionários da Petrobras.

Políticos brasileiros com o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, também estão a ser investigados nesta operação.