O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou, esta quinta-feira, estar «mais otimista do que nunca» perante os «progressos relevantes» alcançados na luta contra a epidemia de Sida e as «reduções significativas» em novas infeções e mortes.

«Neste Dia Mundial de Luta Contra a Sida, estou mais otimista do que nunca», afirmou Ban Ki-moon, numa mensagem divulgada no âmbito deste dia, assinalado no domingo (dia 1 de dezembro).

«Grande parte do mundo está a acelerar o progresso na resposta ao HIV. Há reduções significativas em novas infeções e mortes, e estamos a fazer progressos relevantes para que a nossa meta, de que 15 milhões de pessoas tenham acesso ao tratamento antirretroviral em 2015, se concretize. Isto é crucial para deter e reverter a epidemia de Sida», salientou o secretário-geral.

Segundo o responsável, foram igualmente atingidos progressos «ao atingir as populações vulneráveis através de esforços para eliminar o estigma e a discriminação».

Agora, realçou Ban Ki-moon, «comprometemo-nos a quebrar as barreiras ainda existentes, incluindo as leis punitivas e exclusão social, para que possamos chegar a todas as pessoas que não têm acesso ao tratamento e serviços de HIV».

Na mensagem, o secretário-geral das Nações Unidas fez questão de apelar para o fim da discriminação e da violência contra as mulheres.

Apesar destes importantes passos, Ban Ki-moon destacou, como foi revelado no relatório anual da organização, de que em 2013 ainda existem sinais preocupantes em relação a algumas regiões e países.

«Para criar condições a uma geração sem sida, temos de intensificar os esforços para impedir novas infeções pelo HIV entre crianças e garantir o acesso ao tratamento para todas as mães que vivem com o HIV», afirmou o representante.

Neste sentido, Ban Ki-moon manifestou o seu apreço a todos os parceiros que fazem contribuições significativas para o Fundo Global da Luta Contra o HIV, Tuberculose e Malária, alertando no entanto que «ainda há muito a fazer».

¿Se queremos um futuro livre da Sida precisamos de investimento contínuo, compromisso e inovação para alcançar a meta de zero novas infeções por HIV, zero discriminação e zero mortes relacionadas com a Sida¿, concluiu.