O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) em Haia afirmou, esta terça-feira, que nem a Croácia nem a Sérvia cometeram genocídio contra as populações de cada um durante a guerra dos Balcãs, avança a Reuters.

No entanto, apesar de ter deliberado que a «Sérvia não cometeu genocídio na Croácia», o TIJ reconheceu que não há dúvida da «responsabilidade da Sérvia por não prevenir o genocídio».

O presidente do tribunal da ONU, Peter Tomka, afirmou que vários crimes foram cometidos por ambos os países, mas que a «intenção deliberada de destruir a população» não ficou provada contra nenhum país.

O Tribunal Internacional de Justiça termina esta terça-feira o caso que colocou frente a frente Croácia e Sérvia, desde 1999, por causa do suposto genocídio, cometido entre 1991 e 1995, durante as guerras na antiga Jugoslávia.

O governo croata alega que a Sérvia cometeu genocídio na cidade de Vukovar, em 1991. A cidade foi devastada quando foi ocupada pelos sérvios durante três meses. Milhares de croatas foram despejados e cerca de 260 homens croatas foram detidos e mortos.

A Croácia quer que a Sérvia pague uma indemnização por perdas e danos de «pessoas e propriedades, bem como na economia e meio ambiente».

Quatro anos mais tarde, a Operação Tempestade, levada a cabo por militares croatas, bombardeou a área sérvia de Krajina, forçando 200 mil pessoas a abandonar as suas casas. Por causa destes bombardeamentos, a Sérvia entrou com uma ação contra a Croácia.

O caso foi apresentado no tribunal superior da ONU em 1999.