A Organização das Nações Unidas (ONU) identificou 29 megacidades em 2015 - áreas urbanas com uma população acima dos dez milhões de habitantes -, mais 11 do que em 1995, de acordo com o mais recente relatório World Cities Report 2016. A esmagadora maioria, cerca de 80%, encontra-se nos denominados países em desenvolvimento, repartidos pelo continente asiático, sul-americano e africano.

Tokyo, capital do Japão, lidera as hostes, com uns impressionantes 38 milhões de habitantes. Logo a seguir vem Deli, na Índia, com quase 26 milhões de pessoas. E a fechar o pódio está Xangai, no leste da China, com 24 milhões.

A China e a Índia são, aliás, os países mais representados neste índice da ONU, com seis e três megacidades, respetivamente. Em território chinês, juntam-se Pequim, Chongqing, Cantão e Tianjin. Em solo indiano, há ainda Bombaim e Calcutá. 

Brasil, por seu turno, vê São Paulo (a quarta megacidade do planeta, onde habitam 21 milhões de pessoas) e Rio de Janeiro figurarem na lista das 30 principais. Estados Unidos também tem duas: Nova Iorque e Los Angeles. Quanto aos representantes da União Europeia, Paris e Londres são as únicas capitais presentes.

Com duas megacidades no ranking - Lagos, na Nigéria e Kinshasa, na República Democrática do Congo -, África conseguiu dobrar a população urbana nos últimos vinte anos para os 360 milhões de habitantes. Contudo, cerca de 38% destas pessoas não têm acesso a oportunidades de emprego nem a serviços básicos, vivendo em barracas e em condições de pobreza.

Por outro lado, segundo o relatório da ONU, as 600 maiores cidades do globo correspondem a 60% do PIB mundial. Uma percentagem que deverá permanecer inalterada na próxima década.