O Conselho de Segurança da ONU vai analisar na quarta-feira a situação na Líbia na presença do chefe da diplomacia egípcia, após a execução de 21 cristãos coptas egípcios pelo grupo Estado Islâmico (EI) na Líbia.

O Egito reagiu na segunda-feira com ataques aéreos contra posições do EI na Líbia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Samed Shoukri, está em Nova Iorque e antes deverá ter encontros bilaterais com países membros do Conselho e com países árabes.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, defendeu esta terça-feira que o Conselho de Segurança das Nações Unidas devia adotar uma resolução a autorizar uma intervenção militar internacional na Líbia, imersa no caos e dividida em diferentes bastiões de milícias.

A França e a Itália também já tinham pedido uma reunião do órgão executivo das Nações Unidas para decidir sobre «novas medidas» em relação à Líbia.

A reunião deve começar às 15:00 locais (20:00 em Lisboa) e ser seguida de consultas à porta fechada.

Shoukri «fará uma exposição da situação perante o Conselho em público amanhã (quarta-feira)», indicou aos jornalistas o representante permanente adjunto britânico Peter Wilson.

Embora apoiem o pedido egípcio, diplomatas árabes na ONU consideram que para uma intervenção será necessário também um pedido formal do governo líbio.

No entanto, a Líbia tem atualmente dois governos e parlamentos rivais, um próximo da coligação Fajr Libya e o outro reconhecido pela comunidade internacional e sediado em Tobrouk (leste).