O secretário-geral da ONU, António Guterres, instou “todas as partes no conflito” do Iémen “a pôr fim a todos os ataques aéreos e terrestres” no país, indicou este domingo em comunicado o porta-voz, Stéphane Dujarric.

Guterres está “profundamente preocupado” com a intensificação dos confrontos e com os ataques aéreos em Sanaa e noutras regiões do Iémen, nos últimos dias, acrescentou o porta-voz.

Os combates traduzem-se em dezenas de mortos e centenas de feridos, entre os quais civis”, frisou.

Estes combates estão a impedir a retirada dos feridos pelos serviços de socorro e proíbem qualquer saída da população das próprias casas para comprar comida e outros produtos de primeira necessidade, lamentou também o porta-voz da ONU.

Esta nova escalada da violência não poderia ter ocorrido em pior altura para o povo iemenita, já a braços com a maior crise humanitária do mundo”, sublinhou ainda Stéphane Dujarric, precisando que o embargo imposto ao país pela coligação árabe liderada pela Arábia Saudita ainda não foi totalmente levantado, apesar dos pedidos da ONU nesse sentido.

António Guterres pede que sejam retomadas as importações de bens porque há “milhões de crianças, mulheres e homens em risco de morrer de fome, doença e morte”.

A aliança rebelde que controla Sanaa há mais de três anos desfez-se na sequência de combates entre as duas partes que a compunham — os Huthis xiitas e os apoiantes do antigo Presidente iemenita Ali Abdallah Saleh –, que fizeram pelo menos 60 mortos e feridos de ambos os lados desde quarta-feira.

A guerra no Iémen fez mais de 8.750 mortos desde o início da intervenção de Riade e seus aliados, em março de 2015, em apoio ao Governo refugiado no sul do país.