Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira que vão vetar o projeto de resolução proposto pelos países árabes para proteger os palestinianos na Faixa de Gaza, numa votação prevista para hoje no Conselho de Segurança da ONU.

A resolução, redigida pelo Koweit, é apresentada na sequência na morte de dezenas de manifestantes em Gaza e na Cisjordânia ocupada.

O anúncio do veto dos EUA foi feito em comunicado pela embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, que considerou a proposta de proteção internacional “uma abordagem grosseiramente unilateral, que está moralmente falida”.

No entender da diplomata, a medida iria minar os esforços de paz entre Israel e os palestinianos.

Haley criticou também a proposta por não mencionar o movimento de resistência islâmica Hamas, que, sublinhou, é “o principal responsável pela recente violência em Gaza”.

O documento, que o Koweit pretendia ver votado no Conselho de Segurança na quinta-feira, indicava inicialmente a constituição de uma força internacional para a proteção dos palestinianos, depois da mais recente onda de violência na zona.

Nas últimas semanas, perante as dúvidas expressas por membros do Conselho de Segurança, a redação da proposta foi 'suavizada' e passou a referir apenas “medidas para garantir a segurança e proteção” dos palestinianos.

Está previsto que a votação decorra às 15:00 de Nova Iorque (20:00 de Lisboa).

A questão de Jerusalém é uma das mais complicadas e delicadas do conflito israelo-palestiniano, um dos mais antigos do mundo.

Israel ocupa Jerusalém Oriental desde 1967 e declarou, em 1980, toda a cidade de Jerusalém como a sua capital indivisa.

Os palestinianos querem fazer de Jerusalém oriental a capital do Estado palestiniano, coexistente em paz com Israel.

Jerusalém é considerada uma cidade santa para cristãos, judeus e muçulmanos.