O flagelo já fez 10 mil mortos desde que foi declarado oficialmente pela Organização Mundial de Saúde, há um ano.

O responsável admitiu que parte da expansão do vírus foi responsabilidade da «arrogância» e da falta de conhecimento, mas garante que o ébola desaparecerá antes do final do verão.

«[Quando o vírus apareceu] houve, provavelmente, falta de conhecimento e um certo nível de arrogância, mas penso que estamos a aprender lições. Temos evitado falar em uma data específica [para o fim da epidemia], mas estou confiante que desaparecerá durante o verão», disse à BBC.

«Todos tivemos noção que esta [epidemia] era algo diferente em março e abril do ano passado, e tentámos chamar a atenção da OMS e dos governos dos países afetados. Claro que foi frustrante que não nos tenham ouvido, o que provavelmente levou ao nível de epidemia que vemos hoje», disse Gray.

A entidade estima que em agosto de 2014 os centros de tratamento da Libéria já estivessem sobrecarregados. Foi em janeiro de 2015 a Organização Mundial de Saúde admitiu que era tarde demais para responder eficazmente à epidemia.

«O mundo, incluindo a OMS, foi demasiado lento a aperceber-se do que estava a acontecer», disse na altura a diretora geral da organização, Margaret Chan.