O gabinete de direitos humanos da ONU confirmou, esta sexta-feira, que foram descobertas 16 valas comuns perto da cidade de Sinjar, no Iraque, que esteve sob domínio do Estado Islâmico e foi libertada, em novembro.

De acordo com a AP,  não se sabem pormenores sobre quantos corpos estariam enterrados nestas valas. A porta-voz da ONU, Cecile Pouilly, disse apenas que a investigação caberá ao governo do Iraque.

Contudo, o presidente da Câmara de Sinjar, Mahma Khalil, disse à agência que tinham sido encontradas, ao todo, 17 valas nos arredores da cidade.

Sinjar foi conquistada pelo autoproclamado Estado Islâmico no verão do ano passado. O EI perseguiu e assassinou milhares de sírios que pertenciam à religião minoritária Yazidi. Milhares de mulheres e crianças yazidi foram tornadas escravas sexuais.

A estas descobertas somam-se as valas encontradas alguns dias depois da cidade ter sido reconquistada pelo governo iraquiano. De acordo com o Washington Post, uma delas continha 78 cadáveres de mulheres idosas ou que já não tinham idade para serem escravas sexuais e outra que continha entre 50 e 60 corpos de homens, mulheres e crianças.

Uma terceira foi ainda encontrada, em fevereiro, contendo 23 corpos de homens yazidis.