Ban Ki-moon já reagiu ao relatório da ONU sobre os ataques com armas químicas na Síria. O secretário-geral das Nações Unidas qualificou o ataque como «crime de guerra», sem, no entanto, atribuir responsabilidades concretas.

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Perante o Conselho de Segurança, Ban Ki-moon exigiu que os responsáveis - não identificados, nem por ele, nem no relatório - «prestem contas» pelo que fizeram e frisou que o Conselho de Segurança tem a «responsabilidade moral» de não deixar passar em branco esta violação dos direitos humanos.

«Os resultados [do inquérito] são indiscutíveis e esmagadores. Os factos falam por si», sublinhou Ban Ki-Moon, recordando que esta é a maior utilização de armas químicas contra civis confirmada desde que o regime do falecido ditador iraquiano Saddam Hussain as usou, em 1988.

«Agora, a unidade do Conselho de Segurança será crucial. Dada a gravidade da situação, insto o Conselho a considerar vias que garantam o cumprimento do plano [de desarmamento da Síria], através de uma resolução clara», vincou.

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