Um capacete azul da Missão da ONU no Mali (Minusma) e dois civis morreram este domingo num ataque com mísseis no leste e oeste da cidade de Kidal, no norte do país, informaram fontes da segurança local.

As fontes indicaram que os mísseis foram lançados perto das instalações da missão da ONU e provocaram a morte do soldado, natural do Chade, e de dois civis, além de três feridos, incluindo uma criança.

Depois do ataque, que não foi reivindicado, a missão das Nações Unidas foi posta em alerta máximo, explicaram as fontes.

As autoridades locais destacaram aviões e reforçaram as medidas de segurança na cidade que acolherá esta semana uma reunião entre os independentistas tuaregues para decidir sobre o acordo preliminar de paz alcançado em Argel.

A coordenadora de Movimentos do Azawad (MLA), que reúne os grupos da oposição do norte, manifestou anteriormente reservas sobre este acordo e pediu tempo.

A Minusma tem cerca de 9.300 efetivos destacados no norte e no leste do Mali, na denominada Faixa de Azawad, onde grupos de jihadistas isolados, além de movimentos tuaregues rebeldes, atacam com frequência o Exército do Mali, a missão da ONU e grupos rivais.

O ataque de hoje ocorre um dia depois de cinco pessoas, incluindo dois europeus, terem morrido no sábado num outro atentado, reivindicado pelo grupo jihadista "Al Murabitún" contra um restaurante no centro da capital de Bamako, muito frequentado por europeus.

A França já condenou o ataque.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês transmitiu os pêsames às famílias das vítimas, assim como às autoridades do Mali.

«A França apoia plenamente a MINUSMA na missão de estabilização no Mali», sublinha o documento.