Um especialista da Organização Mundial de Saúde (OMS) admitiu esta quinta-feira que os balanços sobre o Ébola na África Ocidental podem estar incompletos, porque milhares de vítimas estão a ser enterradas sem qualquer registo por razões culturais e religiosas.

«Existem muitas mortes que não estão a ser contabilizadas nesta epidemia», afirmou, em declarações à agência francesa AFP, Christopher Dye, diretor da estratégia da OMS em Genebra.

Christopher Dye referiu que nos três países mais afetados pela epidemia, Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa, existem informações sobre a realização de funerais secretos, porque as famílias têm medo de que as suas tradições fúnebres não sejam cumpridas se declararem a morte do doente às autoridades.