O número de mortos da epidemia de Ébola eleva-se a 5.689 num total de 15.935 pessoas infetadas com o vírus, segundo o mais recente balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), hoje divulgado.

O anterior balanço da instituição, anunciado na passada sexta-feira, dava conta de 5.459 mortos em 15.351 casos.

O novo balanço assenta em números registados até 23 de novembro, considerando a própria OMS que os números destes balanços pecam por defeito.

A epidemia, a mais grave desde a identificação do vírus, em 1976, teve origem na Guiné-Conacri no final de dezembro de 2013 e, a 23 de novembro, tinham-se registado no país 1.260 mortes em 2.134 casos.

Dos outros dois países mais atingidos - Libéria e Serra Leoa -, na Libéria, foram contabilizados 3.016 mortos em 7.168 casos e, na Serra Leoa, a OMS listou 1.398 mortos em 6.599 casos diagnosticados.

Cerca de 600 casos foram identificados numa semana nestes três países da África Ocidental.

De acordo com a OMS, a situação é estável na Guiné-Conacri, estável ou em declínio na Libéria e «sem dúvida em crescimento» na Serra Leoa, com 385 novos casos confirmados numa semana.

No Mali, o último país atingido pelo vírus, a OMS dá conta de oito casos, que causaram já seis mortes.

Na Nigéria e no Senegal, o balanço mantém-se inalterado há mais de 57 dias, com 20 casos, oito dos quais mortais, na Nigéria e um caso no Senegal, um estudante da Guiné-Conacri cuja cura foi anunciada pelas autoridades a 10 de setembro. Estes dois países foram retirados da lista daqueles em que a epidemia alastra.

O balanço do número de vítimas entre os profissionais de saúde agravou-se, com 340 mortos (mais três desde o último balanço) em 592 contaminações (mais quatro).

Fora do continente africano, nos Estados Unidos, foram registados quatro casos, mas apenas um doente liberiano, que regressou ao seu país, morreu em consequência da doença, segundo o balanço efetuado a 16 de novembro (um médico serra-leonês transportado para os Estados Unidos morreu no país no dia 17).

Em Espanha, houve um caso de infeção, uma auxiliar de saúde que tratou dois missionários contaminados e repatriados para Madrid, onde morreram em agosto e setembro. A profissional foi já declarada curada.