O presidente interino da Ucrânia colocou, este sábado, as forças armadas em alerta de combate máximo e deixou um aviso à Russia: uma investida militar em solo ucraniano pode levar à guerra.

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Depois de mais de três horas de reunião com os chefes de segurança e defesa, o presidente interino da Ucrânia, Oleksander Turchinov, disse que não há qualquer justificação para o que chamam de uma agressão russa ao país. Oleksandr Turchinov acrescentou estar em vigor «um plano de ação», em caso de agressão.

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Ao lado de Turchinov, o primeiro-ministro, Arseny Yatseniuk, revelou que exigiu à Rússia para retirar as tropas colocadas na Crimeia durante uma chamada telefónica com o primeiro-ministro Medvedev.

«Uma intervenção militar seria o começo de uma guerra e o fim das relações entre a Ucrânia e a Rússia», Yatseniuk disse aos jornalistas.

A Ucrânia solicitou à UE, aos EUA e à NATO soluções para manter a integridade das fronteiras. Em resposta, um alto responsável da Casa Branca revelou que a administração reuniu-se hoje para encontrar «soluções políticas possíveis».

Já na noite deste sábado foram avistados dois navios de guerra na costa da Ucrânia.

Este sábado, a câmara alta do Parlamento russo aprovou o pedido de Vladimir Putin para uso de topas russas na Ucrânia, na região da Crimeia. A informação foi avançada pela Agência Reuters, que cita o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Grigory Karasin, encarregue por Putin de apresentar o pedido ao Parlamento.

O governante ressalva que a aprovação não significa que o envio de tropas para a região da Crimeia vá acontecer rapidamente. «O consentimento que o presidente obteve não significa que vá acontecer imediatamente», disse.

O pedido tinha sido apresentado este sábado, com o objetivo de «normalizar» a situação e proteger cidadãos russos na Ucrânia.

Já este sábado, o responsável pela pasta da Defesa do Governo provisório da Ucrânia tinha acusado a Rússia de já ter enviado 6 mil soldados armadospara a Crimeia.

As forças russas assumira, este sábado de madrugada, o controlo de mais um aeroporto na região e estão a patrulhar edifícios importantes na capital da Crimeia, Simferopol.

O presidente norte-americano, Barack Obama, já alertou Moscovoque uma ação militar russa terá consequências.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) reuniu-se, este sábado para uma segunda ronda de discussões em 24 horas devido à escalada de tensão na Ucrânia.

Também os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países membros da União Europeia vão reunir-se de urgência na segunda-feira para analisar a situação na Ucrânia, anunciou hoje um diplomata europeu.

Os chefes das diplomacias dos 28 encontrar-se-ão «às 13:00 (12:00 em Lisboa) na segunda-feira», indicou a mesma fonte, que não quis ser identificada.