Um polícia branco foi acusado de matar um homem negro durante uma operação de controlo rodoviário em Cincinnati, no estado norte-americano de Ohio, informou na quarta-feira o procurador de Hamilton, estimando que se tratou de um ato motivado por cólera. 
 
O agente estava a usar uma câmara de videovigilância corporal que capturou tudo o que aconteceu. O vídeo, divulgado esta terça-feira, mostra a vítima a tentar, aparentemente, por o carro a trabalhar, depois de o agente lhe ter dito para tirar o cinto de segurança e sair da viatura.

As imagens são chocantes e podem ferir a suscetibilidade de alguns leitores. 


 

Ouve-se o agente a gritar para parar e vê-se que empunha a arma. De acordo com o Washington Post, o agente apontou a arma através da janela do carro e disparou um único tiro, atingindo o homem na cabeça.

“Ele não estava a lidar com uma pessoa procurada por homicídio, estava a lidar com uma pessoa com uma matrícula em falta”, declarou à imprensa o procurador Joseph Deters. 

“Se ele começou a avançar [com o carro], francamente, era deixá-lo ir. Não era preciso dar-lhe um tiro na cabeça”, defendeu Deters.

 
O episódio vem avivar a discussão sobre um eventual uso injustificado da força da polícia contra minorias e lembrar episódios como o de Ferguson, em agosto do ano passado, em que um agente matou um jovem negro.
 
Já em 2001, também na cidade de Cincinnati, uma situação semelhante deu origem a violentos confrontos.
 
O agente Raymond Tensing, de 25 anos, pode agora ser condenado a prisão perpétua por matar Samuel Dubose, de 43 anos, a 19 de julho, apenas dois minutos depois de o ter mandado parar por falta de uma matrícula.