Pelo menos 53 pessoas foram mortas em Gaza pelos raides israelitas, que se intensificaram nas últimas horas, adiantam fontes palestinianas. O Hamas garante que a maioria das vítimas são civis - 38, no total - e que há pelo menos 10 crianças mortas.

Ainda de acordo com fontes palestinianas citadas pela Reuters, há pelo menos 300 pessoas feridas. A ofensiva lançada na terça-feira no enclave dominado pelo Hamas já levou a cabo mais de 500 raides.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai realizar uma reunião de emergência na quinta-feira sobre a escalada de violência entre Israel e o movimento Hamas.

O encontro vai começar às 10:00 locais (15:00 em Lisboa) e contará com a presença do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que irá apresentar as informações mais recentes sobre a situação do conflito no terreno.

Israel já acionou o sistema de defesa antimísseis, a chamada Cúpula de Ferro, para intercetar rockets lançados pelo Hamas, que começaram a visar Telavive, a capital financeira do país. Apesar das baixas do lado palestiniano, o Hamas comemora o facto de estar a conseguir lançar os seus mísseis cada vez mais longe.

Os ataques israelitas têm visado sobretudo bases de lançamento de rockets e casas de dirigentes do Hamas.

O gabinete do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu já fez aprovar a mobilização de mais de 40 mil reservistas. «A operação vai ser estendida e continuar até o fogo contra as nossas comunidades parar e a paz ser restabelecida», disse Benjamin Netanyahu, sem adiantar como será feita essa extensão da ofensiva.

A situação terá já sido discutida entre Netanyahu e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o secretário da Defesa norte-americano, John Kerry.

Entretanto, sabe-se que os três adolescentes sequestrados em Gaza e mortos no mês passado terão sido abatidos com 10 disparos de uma arma silenciosa e o seu homicídio terá sido premeditado, adianta uma fonte norte-americana envolvida na investigação, citada pela Reuters.

Esta nova onda de violência no Médio Oriente, considerada a mais grave desde 2012, tem origem precisamente no sequestro, a 12 de junho, dos três jovens israelitas. Os corpos foram encontrados dias depois. Israel acusou o Hamas e lançou uma campanha de detenções contra o movimento, que retaliou com rockets a partir de Gaza. Alguns dos foguetes lançados terão chegado muito perto de Telavive, sem provocar vítimas do lado israelita.