Os EUA estão a atacar o autoproclamado Estado Islâmico "mais do que nunca", anunciou esta segunda-feira Barack Obama. O Presidente norte-americano adiantou que novembro foi o mês em que foram realizados mais ataques aéreos. 

Falando a partir do Pentágono, Obama detalhou que a coligação internacional liderada pelos EUA líderes extremistas e atacou instalações petrolíferas que o Estado Islâmico utiliza para financiar as suas operações. 

Desde o verão de 2014, há ano e meio, portanto, já foram levados a cabo 9.000 ataques aéreos. O presidente norte-americano fez notar, também, que o ISIS (sigla em inglês), perdeu 40% do território controlado no Iraque e que não tem tido uma única operação em terra bem sucedida tanto nesse país como na Síria desde este verão.

De qualquer modo, admitiu que os EUA e os seus parceiros enfrentam "uma luta muito difícil pela frente". "Nós reconhecemos que os progressos (contra o grupo) precisam de ser mais rápidos", cita a Reuters. 

O secretário de Estado da Defesa, Ash Carter, vai ao Médio Oriente para garantir mais contribuições militares para a coligação internacional que luta contra o Estado Islâmico.

Obama tem procurado tranquilizar os cidadãos norte-americanos depois do ataque terrorista na Califórnia, a 2 de dezembro, que matou 14 pessoas. Os dois suspeitos, um casal muçulmano radicalizado, fizeram ainda 21 feridos. Isto poucas semanas depois dos atentados de Paris, que vitimaram 130 pessoas.