O secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew, avisou esta sexta-feira para os riscos de incerteza que as economias europeia e global vão enfrentar se falharem as negociações entre Atenas e os seus credores.

Durante um encontro com o holandês Jeroen Dijsselbloem, que preside ao Eurogrupo, que reúne os ministros das Finanças da Zona Euro, Lew «enfatizou que é altura de a Grécia concordar em fazer um conjunto vasto de reformas”, segundo uma declaração emitida pelo Departamento que dirige.

Lew encorajou Dijsselbloem «a manter o compromisso com um resultado positivo» e «sublinhou que a ausência de um acordo criaria dificuldades imediatas para a Grécia e incertezas para a Europa e a economia global de forma mais geral».

Os dois dirigentes reuniram-se por ocasião da reunião da primavera promovida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, onde foi afirmado que o executivo de Atenas precisa de se comprometer com reformas importantes para obter a última parte dos fundos de programa de assistência financeira, no montante de 7,2 mil milhões de euros, para evitar o incumprimento no reembolso das suas dívidas.

O Governo grego tem insistido em fazer reformas promotoras do crescimento da economia, mas as negociações com o FMI e a União Europeia (UE) têm sido difíceis.

A Grécia está sob pressão para chegar a um acordo antes de 24 de abril, dia em que se realiza a reunião do Eurogrupo, para garantir o seu financiamento, antes de enfrentar um reembolso de um empréstimo do FMI no início de maio.

Os negociadores gregos vão reunir-se no sábado, em Bruxelas, com representantes da UE, Banco Central Europeu e FMI, e ainda do Mecanismo Europeu de Estabilidade.

Antes, tinha sido o Presidente norte-americano, Barack Obama, a colocar mais pressão sob Atenas.

«A Grécia precisa de iniciar reformas», disse Obama, durante uma conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, na Casa Branca.