Cuba está disponível para avançar com "a construção" de uma relação "civilizada e respeitosa" com os Estados Unidos quando Donald Trump assumir a presidência e espera que o norte-americano tenha em conta o que já foi alcançado.

O respeito é essencial e tem sido a chave do sucesso dos resultados que temos obtido até agora".

Palavras da diretora para as questões dos Estados Unidos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Josefina Vidal, numa conferência de imprensa em Havana no final da quinta reunião da comissão bilateral criada para trabalhar na normalização das relações entre os dois países.

Josefina Vidal disse esperar que o Governo de Trump "leve em conta os resultados alcançados nestes dois anos", desde que se iniciou a reaproximação entre Cuba e os EUA, em 2014.

Quando Obama visitou Cuba, em março deste ano, nessa altura Donald Trump disse que "devia ter dado meia-volta e regressado".

Em outubro, ainda antes da morte de Fidel Castro, uma resolução da Assembleia-geral das Nações Unidas, a 25ª, a favor do levantamento do embargo norte-americano a Cuba imposto em 1962, contou pela primeira vez com a abstenção dos Estados Unidos.

A resolução, que é anualmente apresentada por Cuba foi aprovada por 191 dos 193 países-membros das Nações Unidas, com as abstenções dos Estados Unidos e de Israel.

A abstenção de Washington na votação na ONU segue os apelos do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que o Congresso norte-americano, dominado pelos conservadores do Partido Republicano, aprove o levantamento do embargo. Isto na sequência da normalização de relações entre os dois países, que restabeleceram relações diplomáticas em julho de 2015.