Após um novo tiroteio que roubou a vida a mais três polícias e deixou outros três feridos, este domingo, em Baton Rouge, no Luisina, Barack Obama apelou, de novo, à união do país. "Temos as nossas divisões e elas não são novas", afirmou numa conferência de imprensa.

"E é por isso que é tão importante que todos se foquem agora em palavras e ações que possam unir mais este país" defendeu acrescentando, em seguida, que neste momento "não precisamos de retórica inflamada".

O Presidente norte-americano que antecipar que este novo incidente seja tema na Convenção Republicana que arranca segunda feira em Cleveland.

Mesmo ressalvando que "atacar a polícia é atacar o estado de direito", Barack Obama, apela à união de todos.

Recorde-se que, este domingo, um homem abriu fogo, perto da sede da polícia de Baton Rouge. Seis agentes foram atingidos e três morreram. Recentemente, também nesta cidade, foi abatido um cidadão afro-americano pelas autoridades de segurança, o que provocou uma onda de revolta em todo o país.

Um suspeito foi abatido e mais tarde identificado como Gavin Eugene Long, de Kansas City. Um homem de 29 anos. Por explicar estão, ainda, os motivos que levaram ao tiroteio. Inicialmente, as autoridades suspeitaram que mais suspeitos pudessem estar envolvidos, mas com o decorrer das horas acabaram por considerar provável que Gavin Eugene Long tivesse agido sozinho.

O Governador de Luisiana, John Bel Edwards, considerou, durante uma conferência de imprensa, o incidente como "indescritível e hediondo".

"Não há lugar para mais violência. Isto não ajuda ninguém, nem aprofunda a conversa", explicou.

Em relação aos polícias feridos, segundo a agência Reuters, um está em estado grave e outro não corre perigo de vida. Um terceiro elemento das forças de segurança está em estado crítico, com suporte artificial de vida.

Ainda em relação ao atirador, e citando uma fonte governamental, a agência Reuters avança que Gavin Eugene Long foi militar do exército norte-americano e prestou serviço nos fuzileiros.