Os líderes israelitas e palestinianos acreditam que poderão alcançar um acordo de paz no Médio Oriente no período de um ano. Esta convicção foi avançada pelo presidente dos EUA, Barack Obama.

O chefe de Estado norte-americano, que está a mediar esta nova etapa de conversações, lançou um apelo aos líderes de Israel e da Autoridade Palestiniana para não desperdiçarem estas.

As declarações de Obama foram preferidas depois de se ter reunido individualmente com o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, e com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

A última ronda de negociações acontecera já há 20 meses. Um dos objectivos de Obama, ainda como candidato, era revitalizar o processo de paz, que tem terminado sempre em fracasso. O presidente dos EUA pretende inverter esta tendência.

«Disse a cada um deles hoje que uma oportunidade como a deste momento poderá não voltar em breve. Eles não podem dar-se ao luxo de deixá-la escapar», disse Obama.

Apesar da intenção de solucionar décadas de violência na região, o encontro iniciou-se ensombrado por um ataque na Cisjordânia, perpetrado por militantes armados, que mataram quatro israelitas, esta terça-feira.

Outro dos problemas que poderá travar a chegada a um acordo prende-se com os colonatos judaicos, já que o governo israelita não parece disposto a comprometer-se formalmente com a suspensão total de novas construções na Cisjordânia.

Mahmoud Abbas já avisou que abandonará as negociações, caso Israel retome a política de alargamento dos colonatos, depois de 26 de Setembro, data em que termina a moratória de Telavive, durante a qual não construiu nestas zonas.

Esta quinta-feira começam as negociações directas entre os líderes palestinianos e israelitas.