O tribunal de Luanda decidiu reverter a medida de coação de prisão domiciliária aplicada a um dos 14 ativistas angolanos acusados de preparem uma rebelião, que passará a prisão preventiva por este se ter recusado a comparecer no julgamento esta segunda-feira.

De acordo com a Lusa, o professor universitário e investigador Nuno Dala, de 31 anos, já esteve em prisão preventiva entre 20 de junho e 18 de dezembro, quando passou a prisão domiciliária. Nuno Dala enviou uma carta ao tribunal informando que não compareceria na sessão do julgamento desta segunda-feira nem nas seguintes, conforme divulgou o juiz da causa, Januário Domingos.

Apesar do apelo do advogado de defesa, Luís Nascimento, que confessou desconhecer a decisão do ativista e que alegou a "pressão psicológica" que a privação da liberdade está a provocar nos réus e a sua necessidade de tratamento médico, o tribunal acolheu a pretensão do Ministério Público, decidindo-se por colocar o ativista de novo em prisão preventiva.