A Alemanha encerrou a investigação ao alegado caso de espionagem à chanceler Angela Merkel por parte da Agência Nacional de Segurança dos EUA.

Os indícios de que a secreta norte-americana teria o telemóvel da líder alemã sob escuta foram revelados em 2013 pela revista “Der Spiegel”, citando documentos fornecidos por Edward Snowden.

Em junho, foi aberta uma investigação ao caso. Já no final do ano, o procurador-geral da Alemanha, Harald Range, indicou que o inquérito estaria a enfrentar problemas, relacionados com a obtenção de provas.

Agora, o gabinete de Range disse que os documentos sobre as escutas que chegaram à imprensa não servem de prova.

“Os documentos publicados nos media até agora, que vieram de Edward Snowden, não contêm provas de vigilância ao telemóvel usado pela chanceler suficientemente sólidas para um tribunal”, refere um comunicado do gabinete do procurador-geral.

Apesar de encerrado, este caso ficou marcado pelo mal-estar que gerou nas relações entre Washington e Berlim.