Os talibãs já condenaram a publicação de novas caricaturas do profeta Maomé, na nova edição do «Charlie Hebdo», a primeira depois dos ataques terroristas da semana passada. Para além disso, saudaram os autores do atentado que matou 10 jornalistas do jornal satírico, um rececionista e um polícia.



Em comunicado divulgado na madrugada desta quinta-feira, o Emirado Islâmico do Afeganistão, nome oficial dos talibãs afegãos, deplora a publicação de novas caricaturas que, segundo o grupo, «provocam as sensibilidades de quase um milhão e meio de muçulmanos», cita a Lusa.



Na terça-feira, a principal autoridade islamita sunita sediada no Egito, Al-Azhar, antecipou que a publicação de novos desenhos representando o profeta Maomé no jornal satírico francês Charlie Hebdo vai «incitar ao ódio».  

​Ontem, o Presidente francês, François Hollande declarou que o «Charlie Hebdo está e continuará vivo», saudando a  publicação de um número especial elaborado pelos sobreviventes do jornal satírico.