O primeiro-ministro da Nova Zelândia John Key pediu desculpa por ter puxado o cabelo de uma empregada, num café em Auckland.

Um porta-voz do chefe de governo apresentou o pedido de desculpas esta quarta-feira, afirmando que «nunca foi a sua intenção deixar a empregada pouco confortável» e Key também já reafirmou esta posição.

A empregada alega que o primeiro-ministro puxou o seu cabelo várias vezes, num comportamento que ela considera como assédio.

Em declarações ao jornalistas, no aeroporto de Los Angeles, antes de partir para a Turquia, Key justificou o seu comportamento, afirmando que o ambiente no café era «divertido», com muito «jogos» e «piadas», e que puxou o cabelo da empregada no contexto de uma «brincadeira».

O governante disse ainda que pediu desculpa à mulher logo após se ter apercebido que ela tinha ficado ofendida e que, na altura, ela lhe respondeu que estava tudo bem, que não havia «drama».

A polémica surgiu depois da empregada em causa ter publicado um texto anónimo no «The Daily Blog». A mulher acusa Key de ter agido como um «rapaz do liceu que puxa o cabelo das raparigas para chamar a atenção». Mais, a empregada diz que o primeiro-ministro teve este mesmo comportamento várias vezes, ao longo de seis meses.

«Ele ficava atrás de mim, puxava-me o cabelo e depois fingia que quem o tinha feito era a mulher (para embaraço dela), que lhe pedia para parar. Ele comentava que eu tinha um rabo de cavalo muito tentador.»


A uma dada altura, lê-se no texto, a empregada perdeu a calma e gritou-lhe, pedindo para parar: «Por favor pare ou vou bater-lhe brevemente».

Terá sido aí que o primeiro-ministro se terá apercebido que a empregada ficou ofendida e, pouco tempo depois, Key voltou ao café e ofereceu-lhe duas garrafas de vinho. Porém, a mulher considerou este gesto ainda mais «ofensivo».

«Estou a contar esta história porque sou a única pessoa que pode e parece que ele precisa que o lembrem que não é um deus, é apenas um homem.»

Apesar do pedido de desculpas, o caso já está a causar polémica, com muitas vozes críticas em relação à atitude do governante. O Partido Verde da Nova Zelândia considera que se trata de um caso de «assédio».

«Os cidadãos da Nova Zelândia sabem que não se pode entrar num café e puxar o cabelo das pessoas, especialmente se elas não gostam que isso se faça.»