Após o diagnóstico do primeiro caso de ébola em Nova Iorque, nos Estados Unidos, uma cidade com mais de oito milhões de habitantes, ditou o protocolo que as pessoas próximas do médico recém-chegado da Guiné-Conacri seriam colocadas de quarentena e entrou em ação uma equipa de limpeza no apartamento do clínico. 

Para tal, foi criado um perímetro de segurança na rua do bairro chique nova-iorquino, mas, uma imagem dos polícias que asseguraram o corte da rua a deitar fora as luvas e a fita numa papeleira no passeio está a indignar a opinião pública. 



Não há certezas de que os dois agentes tenham estado dentro do apartamento ou tocado em qualquer material retirado do apartamento, mas, com o alarme social que o vírus provoca, esta atitude dos agentes torna-se, no mínimo, negligente. 

Este pode ser, contudo, o menor dos problemas com que as autoridades sanitárias e o mayor de Nova Iorque se devem preocupar, já que Craig Spencer, que passou mais de um mês na Guiné-Conacri a tratar de doentes com ébola ao serviço dos Médicos Sem Fronteiras, saiu daquele país a 14 de outubro e está desde 17 de outubro em Nova Iorque e só esta quinta-feira, após ter febre e diarreia é que foi internado e colocado numa ala isolado.
Para além de ter contactado com a família, o médico fez a sua vida normal na última semana. Frequentou locais públicos e fechados, tais como o metro da cidade, onde circulam milhões de pessoas por dia.