Barack Obama falou ao país, pouco antes de ser detido um um dos prováveis responsáveis pelas explosões em Nova Iorque e Nova Jérsia. Em conferência de imprensa, o presidente norte-americano pediu calma e vigilância aos norte-americanos, sobretudo contra o medo que os atentados terão tentado causar.

Eles estão a tentar atingir pessoas inocentes, mas estão também a querer inspirar medo em todos nós... Temos um papel a desempenhar como cidadãos, o de assegurar que não iremos sucumbir a esse medo", afirmou Obama, em declarações à comunicação social.

Pouco antes das primeiras declarações de Obama, fora detido Ahmad Rahami, de 28 anos, suspeito de envolvimento nas explosões do fim de semana em Nova Iorque.

Sem precisar se os atentados são atribuíveis a alguma organização, na conferência de imprensa, em Nova Iorque, o presidente norte-americano pediu apenas para que houvesse a calma suficiente entre a população, de forma a que as origens do sucedido possam ser apuradas.

Deixem o FBI trabalhar

Obama solicitou aos norte-americanos que se mantivessem vigilantes. À comunicação social, pediu que se contivesse, sem publicar "notícias falsas ou informações incompletas" que possam interefir com a investigação da polícia federal.

A investigação está a avançar rapidamente. Pela minha experiência, vou deixar o assunto com o FBI... para mais detalhes", sublinhou o presidente norte-americano.

Uma vez mais, Obama realçou que as forças de segurança não viram, até ao momento, qualquer relação entre as explosões em Nova Iorque e Nova Jérsia e o caso de esfaqueamentos ocorrido num centro comercial no Estado de Mineápolis.

ISIS perde terreno

ÚItimas informações oficiais das polícias norte-americanas dão a entender que as ocorrências que marcaram o fim de semana poderão ter ficado por aqui.

O presidente da cidade de Nova Iorque anunciou já que a polícia não procura mais nenhum envolvido nas explosões ocorridas no fim de semana, tal como o FBI fez saber não ter qualquer indício sobre a eventual existência de uma célula terrorista a operar em Nova Iorque.

Para Obama, falando na tarde de segunda-feira, haverá como que um acto de desespero dos radicais islâmicos que se auto-intitulam Estado Islâmico.

Quanto mais ocupamos o seu território, mais se expõe a falsa causa que representam", sustentou Obama, assegurando que as tropas norte-americanas irão continuar a combater as posições dos extremistas no Médio Oriente.