Um Grande Júri norte-americano decidiu não acusar um polícia de Nova Iorque da morte de um homem em julho.

O afro-americano Eric Garner, de 43 anos, vendia cigarros ilegalmente na rua quando foi intercetado pela polícia. O homem, doente de asma, sofreu aparentemente um ataque que lhe provocou a morte, na sequência dos alegados esforços da polícia para o deter. O agente terá desvalorizado os sintomas do homem e supostamente não lhe prestou ajuda em tempo.

O tribunal entendeu que não houve culpa do polícia neste caso, pelo que lhe retirou a suspeita de homicídio.
A viúva de Eric Garner já afirmou que a sua luta «não terminou» e advertiu que enquanto viver continuará a exigir justiça para que o culpado seja castigado. «Alguém tem de pagar», disse Esaw Garner.

Com os acontecimentos de Ferguson bem presentes, em que uma onda de manifestações e violência se espalharam pelo país após um tribunal também decidir não acusar um polícia branco da morte de um adolescente negro, o Procurador de Nova Iorque agiu rapidamente anunciando logo esta quinta-feira uma investigação à eventual violação dos direitos civis, como noticia a BBC.

Uma manifestação espontânea seguiu-se à decisão do tribunal em Nova Iorque. Outra está a ser organizada para Washington.

Em Washington, Barack Obama tem seguido a revolta social e racial nas ruas do país. Na sequência do caso de Ferguson falou por duas vezes aos americanos e até já pediu uma verba ao congresso para que os polícias passem a usar câmaras nas fardas.

O homem de 43 anos e com seis filhos acabou por morrer no hospital.