Foi descoberto em Nova Gales do Sul, Austrália, aquele que pode ser o maior caso de incesto e abuso de menores de sempre registado neste país.

Quarenta pessoas, todas da mesma família, viviam num vale isolados da população mais próxima e alegadamente praticaram incesto e abuso sexual de menores durante quatro gerações.

O vale, assim como as pessoas envolvidas, não foram identificados para proteger os 12 menores encontrados.

Segundo o «Telegraph», identificados ficticiamente como a família Colt, os indivíduos eram todos familiares, à exceção de uma das crianças encontradas, e são o resultado de várias gerações incestuosas que partiu de uma relação de dois irmãos, os bisavós das crianças.

Os menores, com idades entre os 5 e os 15 anos, eram, aliás, a prova das relações incestuosas. Muitas delas apresentam vários problemas de aprendizagem, surdez e cegueira, dificuldades que levaram os agentes que descobriram o caso a realizar uma análise genética, que revelou o parentesco dos residentes do vale.

As crianças apresentavam também deformações, infeções fúngicas, problemas dentários, usavam roupas sujas e aparentavam não tomar banho. Eram poucos os que conseguiam falar corretamente, mas ainda menos os que sabiam ler, escrever ou contar. A maioria também não possuía quaisquer noções de higiene, não sabiam escovar os dentes, utilizar o papel-higiénico, ou entender o que era um banho.

As relações iam desde pai-filha, irmão-irmã, tio-sobrinha, entre outras.

A família incestuosa só foi descoberta depois de uma denúncia que alertou as autoridades para a existência de crianças no vale que não frequentavam a escola local. Quando os investigadores chegaram ao vale, depararam-se com duas caravanas, duas cabanas e várias tendas imundas, sem eletricidade, água canalizada, ou casas de banho, e onde todos residiam.

As crianças também estavam envolvidas sexualmente umas com as outras, com duas meninas, de sete e nove anos, a contarem que tinham contacto sexual com os irmãos, de 14 e 15.

Os exames genéticos revelaram que pelo menos cinco crianças eram «familiares diretos» e outras cinco «familiares muito próximos».

O caso foi descoberto há cerca de um ano, mas só agora foi divulgado pelo tribunal que entendeu que o mundo precisava de tomar conhecimento do que aconteceu.

Os responsáveis do caso voltaram dois dias depois da descoberta e levaram as 12 crianças, a 18 de julho de 2012. Desde então, já mostram algum progresso na aprendizagem e higiene.

Uma das mães mantém contacto, supervisionado, com os seus filhos, mas aparenta estar em negação da sua própria história.