O general guineense Tagmé Na Waié, assassinado há uma semana num atentado à bomba contra o quartel-general das forças armadas, foi sepultado este domingo no cemitério municipal de Bissau.

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Várias centenas de populares acompanharam o cortejo fúnebre do chefe de Estado das Forças Armadas desde o Salão do Clube Militar até ao cemitério de Bissau por ruas guardadas por polícias e militares.

A urna de Tagmé coberta com a bandeira da Guiné-Bissau foi levada num jipe de transporte de carga militar, proveniente do Senegal, e protegida por vários soldados da Polícia Militar.

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Tagmé Na Waié morreu na noite de 01 de Março num ataque à bomba contra o quartel-general do Estado-maior guineense. Poucas horas depois, o presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira, foi morto num ataque perpetrado por militares contra a sua casa em Bissau.

Durante as cerimónias fúnebres, o ministro da Defesa guineense, Artur Silva, considerou os dois assassínios como «uma tentativa de decapitar o Estado guineense». Para Artur Silva, os responsáveis pelos ataques aproveitaram as «fraquezas institucionais e as fissuras nos serviços de segurança do país» para executar os dois atentados.

Nesse sentido, prometeu um «castigo severo» para os culpados e apelou aos guineenses para «retomarem a unidade» e cerrarem fileiras pelo direito à justiça e felicidade do país.

No âmbito das investigações à morte do general Tagmé Na Waié foram já detidas pelo menos três pessoas, segundo fonte militar.