Cerca de meia centena de raparigas raptadas pelo grupo islâmico extremista Boko Haram foi vista com vida há três semanas, disse uma testemunha à BBC.
 
As jovens fazem parte do grupo de mais de 200 raparigas raptadas de uma escola pelos rebeldes há um ano.
 
A mulher disse que viu as raparigas no norte, na cidade de Gwoza, antes do Boko Haram ser obrigado a retirar da cidade pelas forças governamentais.
 
Um sinal de esperança que chega um ano depois do rapto em Chibok e que chocou a comunidade internacional. Algumas dezenas ainda conseguiram fugir, mas a maioria continua em parte incerta, para desespero das famílias e críticas ao poder político.
 
Ainda recentemente, a campanha «Bring Back Our Girls» (Tragam de volta as nossas meninas), organizou uma marcha silenciosa na capital nigeriana para que o seu pedido fosse ouvido e não esquecido pelo novo presidente eleito.


 
De Malala a Michelle Obama, todos se uniram pelo mundo fora em torno desta causa, mas de nada serviu para levar as jovens de volta a casa.


 
O Boko Haram, que há pouco manifestou publicamente o desejo de se unir ao Estado Islâmico, alegou que as raparigas tinham sido convertidas ao Islão, casadas ou feitas em escravas sexuais.
 
Sobre o grupo extremista recaem infindáveis suspeitas de massacres, dentro e fora da Nigéria.