Uma epidemia de meningite fez 931 mortos desde Janeiro em quatro países da África Ocidental, sendo a Nigéria o país mais afectado com 562 mortes, revelou esta quarta-feira, em Dakar, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Até 06 de Março, um total de 13.516 casos e 931 mortes por meningite foram registados na Nigéria (9.086 casos e 562 mortes), no Níger (2.620 casos e 113 mortes), no Burkina Faso (1.756 casos e 250 mortes) e no Mali (54 casos e seis mortes), precisa a UNICEF.

A fonte da epidemia foi identificada na Nigéria, no Níger e no Mali, enquanto no Burkina Faso, trata-se do streptococcus pneumoniae, acrescenta a agência da ONU.

Na Nigéria, está já em curso uma campanha de vacinação mas a UNICEF adverte para a possibilidade de o stock de vacinas poder revelar-se insuficiente tendo em conta as tendências epidemiológicas, «em particular nos distritos do Norte».

A região da faixa sahelo-sudanesa é uma das zonas endémicas da meningite meningocócica. O que se chama a cintura africana da meningite estende-se da Mauritânia (a ocidente) à Etiópia (a Leste), um universo de cerca de 350 milhões de pessoas.

A estação seca, com ventos fortes que arrastam poeiras e noites frias, expõe as pessoas a infecções respiratórias e facilita a propagação das bactérias.

O maior surto da epidemia assolou África em 1996, com mais de 250 mil casos e 25 mil mortes, segundo a UNICEF.

A doença provoca uma inflamação da membrana que envolve o cérebro e a espinal medula e atinge principalmente as crianças e os jovens adultos.