“Eu não quero União Europeia no meu passaporte, eu não quero que a bandeira, eu não quero que o hino, eu não quero Presidentes europeus - Eu quero meu país de volta"


Nacionalista, antieuropeísta, de direita, mas não fascista, Nigel Farage é eurodeputado e líder do UK Independence, o partido que pode chegar esta quinta-feira a terceira força política no parlamento britânico. Com um estilo muito sui generis é conhecido, também, pelos discursos polémicos e até no Twitter dá que falar.
 
Neste dia 7 de maio de 2015, dia de eleições, esteve bem disposto e fez questão de mostrar isso mesmo no Twitter:
 
   
O UKIP deverá subir de 3% para 12% das intenções de voto em relação às eleições de 2010, mas na contagem dos votos, pode ser difícil conseguir mais do que os dois deputados que já tem no parlamento. E, embora cresça em relação às últimas eleições no país, deverá sofrer um rombo na comparação com os históricos 27% que recolheu nas eleições europeias.
 
A julgar pela imagem que Farage está a querer passar no Twitter, otimismo não lhe falta:
   
Teve, até, tempo para autografar cartazes da campanha do UKIP, quando ia na rua:
 
 
Eurodeputado, Farage nasceu em 1964 no Parlamento Europeu. É copresidente do grupo Europa da Liberdade e da Democracia,  que junta a igualmente conservadora Liga do Norte italiana, para além de mais sete partidos de outros sete países, como o Partido dos Verdadeiros Finlandeses, que ficou famoso pelas provocações a Portugal. 
 
O líder do UKIP destaca-se muito pelo euro-ceticismo e pelas intervenções inflamadas no Parlamento Europeu, como quando em 2012 criticou um discurso de Durão Barroso.   Agradeceu a Deus pelo Reino Unido não ter entrado no euro, que considera uma moeda falhada. Apelidou mesmo o agora ex-presidente da Comissão Europeia de “fanático”.
 
Mais recentemente,  num debate ao vivo na BBC, nova polémica: “Há uma falta de compreensão entre este painel e na própria audiência, que até é uma audiência notável, mesmo tendo em conta os padrões de esquerda da BBC”, atirou, recebendo protestos da plateia. Não se deixou ficar.Disse que a sua verdadeira audiência estava “em casa”.
 


O Reino Unido dentro ou fora da União Europeia é um dos temas mais recorrentes em terras de sua majestade. O UKIP pode fazer desequilibrar a balança.