Um enfermeiro alemão, condenado em 2015 pelo homicídio de dois pacientes, é agora suspeito de ter matado, pelo menos, mais 84 pessoas, entre 2000 e 2005. A informação foi anunciada, nesta segunda-feira, pelas autoridades alemãs, de acordo com as agências de notícias internacionais.

Niel Hoegel, de 40 anos, foi condenado a prisão perpétua pelo homicídio de dois pacientes que se encontravam nos cuidados intensivos do hospital de Delmenhorst, perto da cidade de Bremen, no norte da Alemanha. O enfermeiro admitiu, na altura, ter provocado overdoses nos doentes com medicamentos para o coração.

As autoridades afirmaram, desde cedo, que o enfermeiro alemão teria matado mais pessoas. Por isso, investigaram centenas de mortes, exumando os corpos de ex-pacientes do hospital de Delmenhorst e das proximidades. Em 2016, o número de homicídios subiu para 43 e, agora, voltou a aumentar.

O chefe da polícia de Oldenurg, Johann Kühme, disse hoje que as autoridades já encontraram evidências de 84 homicídios.

A comissão de inquérito especial estabeleceu pelo menos 84 mortes, no estado atual do inquérito", indicou à imprensa.

O número de assassinatos pode ser ainda maior, uma vez que não é possível analisar os corpos que foram cremados.

Se Niels Hoegel for culpado de todas estas mortes torna-se num dos maiores assassinos em série do pós-guerra na Alemanha.

Segundo a BBC, os juízes responsáveis pelo julgamento de 2015 explicaram que Niels Hoegel injetava uma droga que afetava o sistema cardiovascular dos pacientes para depois poder reanimá-los e ser reconhecido por isso.

No julgamento, o enfermeiro alemão admitiu ter matado cerca de 30 pacientes e mostrou-se “honestamente arrependido".