Nidal Hasan, 42 anos, ex-psiquiatra do Exército norte-americano, foi condenado à morte esta quarta-feira pelo homicídio de 13 compatriotas em Fort Hood, nos Estados Unidos.

Muçulmano nascido nos Estados Unidos, Nidal Hasan atacou os companheiros desarmados em 2009. Nunca negou ser o autor do ataque e alegou em defesa que se tratava de uma forma de proteger os insurgentes islâmicos da agressão dos norte-americanos. Hasan explicou ao júri que foi ele que disparou sobre uma sala de espera cheia de soldados que aguardavam pela sua vez para fazer exames médicos antes de partirem para o Afeganistão e o Iraque.

Nidal Hasan matou 13 pessoas, incluindo uma mulher grávida que lhe implorou pela vida do bebé em Novembro de 2009. Só foi travado por um polícia que o atingiu e que o deixou paralisado e condenado a uma cadeira de rodas. Condenado agora à pena de morte por injeção letal. Os jurados não precisaram de mais do que duas horas para decidir o veredicto.

Havia a hipótese de sentenciá-lo à pena de prisão perpétua para que Nidal Hasan nunca se tornasse um mártir, ele que sempre fez questão de associar o ataque à religião. O coronel Mike Mulligan, do lado da acusação, frisou que ele nunca será um mártir: «Ele é um criminoso. Ele é um assassino de sangue frio», cita a Associated Press.

Nidal Hasan não teve qualquer reação ao ouvir o veredicto, o mesmo sangue frio que mostrou quando atacou os soldados.

O ex-militar será agora levado para uma prisão no Kansas e aí aguardar no corredor da morte pela ratificação de Barack Obama da decisão. São raros os casos de militares condenados à morte. Só há mais cinco nesta situação. Desde 1961 que um soldado não é condenado à morte nos Estados Unidos.