O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou esta sexta-feira que cinco oficiais da Aviação foram detidos pelas autoridades pelo alegado envolvimento num plano para dar um golpe de Estado, com o apoio de vários opositores.

«Desmantelámos um atentado golpista contra a democracia, contra a estabilidade da nossa pátria. Trata-se de uma nova tentativa de usar um grupo de oficiais da Aviação militar para provocar um ato violento, um atentado, um ataque», disse.

Em declarações ao canal estatal Venezuelana de Televisão o Presidente da Venezuela precisou que os cinco oficiais detidos tinham instruções para «gravar um vídeo» de um «general golpista que está preso e julgado» para depois, «com um avião Tucano, bombardear o palácio de Governo», as sede do Ministério da Defesa, do Ministério do Interior e Justiça, e do canal multi-estatal de televisão Telesul.

«Todos os oficiais envolvidos estão presos e estão declarando neste momento (...) pagaram-lhes em dólares, foram ativados, deram-lhes uma missão e vistos norte-americanos», disse, ao mesmo que denunciou o envolvimento dos Estados Unidos nesta conspiração.

Nicolás Maduro instruiu os seus simpatizantes para que caso «algo lhe aconteça» derrotem o golpe de Estado com uma ofensiva cívico-militar.

«Estão autorizados a radicalizar a revolução até nível máximo que jamais tenhamos conhecido», disse.